Eu andei lendo suas frases,
todas feitas, desfeitas, embaçadas pelo não entendimento.
Eu andei escutando suas músicas, suas folhas pelos cantos da casa,
como se algum dia fizesse sentido a recíproca que tanto usa como arma — ou diria escudo?
Como se algum dia soubesse dizer essa palavra.
Eu vi que jogou ao vento tudo, como da última vez.
E daqui eu silencio o amor e sigo seu pedido, doído.
Como minha escolha, que às vezes escorre, mas que não faz sentido algum.
E, de algum canto, eu ainda te explico meu caminho, meu rumo, e vou dando as pistas pro que eu nem sei.
Como se ainda eu precisasse explicar, como se eu precisasse me explicar.
O amor é mesmo surpreendente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário