terça-feira, 9 de setembro de 2014

CAPIM CIDREIRA

Eu quero achar um canto
dessa vez diferente,
onde meus medos não entrem
e os sonhos possam fazer morada.

Vou pintar as paredes de amor
e dar um brilho de tristeza;
não há quem aguente tanta felicidade!

Quero que o tapete limpe
e deixe de fora todas as dores,
que os espelhos reflitam nossa sintonia,
que as gavetas vazias
não guardem passado,
somente o necessário.

E que os retratos sejam de sorrisos,
às vezes, amarelos.
Todas as manhãs
preparar nosso dia com café,
e queimar, não as torradas,
mas toda a falta de fé.

Quero três filhos nossos,
e o meu pra virar par.
O João, uma Maria,
a Clara, e o outro… vamos pensar.

No quintal, já sonho
com pé de jabuticaba,
de goiaba e maracujá,
sem esquecer a laranjeira
e o capim-cidreira
pras tardes de chá.

Uma cadeira de balanço,
mas essa é pra quando a vó visitar…

E, se nada for assim,
sou feliz em ter seu colo
pra sonhar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário