Eu sou do mato, do cerrado e do mar.
Não resisto a uma batucada,
um pandeiro e um violão.
Ofereço um presente pro santo,
uso manto e faço meu corpo ajoelhar.
Participo de cavalgada, folia
e danço cacuriá.
Sou do pé na terra
e do forró até o dia raiar.
Converso com o boi,
e sozinha se precisar.
Calada não sou nada,
preciso ouvir o povo,
falar e cantar.
Me faço mesmo é na multidão,
necessito prosear.
Todo dia tem festa, reunião,
"janta" e um som pra tirar.
Quem gosta de mim
tem que aprender o "dois pra lá e dois pra cá".
Tem que ir pra muvuca,
tem que saber chegar.
Gosto de me exibir,
sem "mitidez",
na simplicidade do que é
a minha linda cultura popular.
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