Há sempre uma saudade intrínseca,
que permeia os dias longos
e vem sempre acompanhada do tédio.
Ela chega cutucando,
logo de cara, nossa vaidade,
pulsa forte quando descobre o sentimento
e, quando damos conta,
estamos totalmente "fora do ar",
sem remédio.
A saudade é uma palavra fora da lógica, estranha,
e não tem sensação que se possa comparar.
Parece que ela mora nos lugares mais bobos,
nas coisas pequenas,
que só fazem sentido
quando, no tempo, ela permanece.
E essas coisas bobas, como ouvir uma canção
ou passar manteiga no pão,
tornam-se inevitáveis
na lembrança da companhia.
Os meus versos, tão diversos,
tentam traduzir todos os dias
como a saudade é:
doída, alegre, mas muito bem decidida.
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