terça-feira, 28 de outubro de 2014

ÂNCORA

Sim! Eu pensei por alguns instantes em seguir,
deixar o barco.
Eu pensei em pular, mas não pude.
As águas não correm mais tão leves,
percorrem meu corpo e meu tempo.
Há âncoras aqui.
Esse pesar me finca no teu mundo,
já vivi isso antes.
E eu me jogo outra vez,
questiono-me: onde estão os meus medos?
Seguro suas mãos,
e meu corpo vai velozmente virando uma extensão do seu.
Sua respiração se confunde à minha,
seu beijo tem meu gosto.
Não há como nadar nesse mar,

eu me afogaria se pulasse do barco.

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