O vento batia,
e, pela fresta da porta, entrava a brisa,
e essa brisa batia em minhas pernas,
subindo suave e intrigante,
enquanto eu observava
onde suas mãos passeavam.
Uma luz pálida iluminava o quarto,
e o calor se espalhava
junto com suas mãos.
Os sons dos carros
iam deixando a velocidade
equiparada com a respiração,
que eu já não sabia
se era minha ou sua,
e o pulsar,
cada segundo,
mais eficaz e firme.
O gosto se misturava
em nosso céu,
e minha boca sussurrava um segredo...
Não sei se é manhã ou tarde;
o tempo, agora, tanto faz,
já temos o nosso ritmo.
Um giro, dois ou três...
perdi as contas.
Somos todos num só.
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