Com simplicidade e clareza,
sua maior fonte de juventude
é o sorriso.
Ele, que brota de sua boca
cor de coral,
afasta qualquer tristeza
e traz o inexplicável brilho
em seus olhos,
mesmo após um dia exausto.
Sua arqueada de sobrancelha,
tão sua por “pertencência”,
esconde o medo
apimentado com segurança.
No banho, afoga qualquer empecilho
que seus pés tenham tropeçado pelo caminho,
e todos os dias ela grita
com sua falta de coragem,
nocauteando a incerteza
enquanto pinta suas unhas de vermelho.
E em seu longo caminho durante o dia,
saltando de nave em nave
cheias de “figuras” pálidas,
ela só se prende
ao seu velho aparelho
tocador de música.
E, nesse momento,
tudo vira trilha sonora,
como se estivesse num filme
e ela fosse a protagonista da cena.
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