A dor é bebida que sacia a inspiração,
que move os medos e os improváveis desejos de ser o outro.
É nela que nos enxergamos,
é por ela que falamos nossos segredos mais íntimos,
perdemos a razão e nos encontramos.
Com a dor dançamos a canção da solidão,
em passos curtos e rastejados.
É a melhor companhia das tardes frias e do espelho,
de um cigarro e de um gole de vinho.
Faz par com a dramaticidade, e tens ali o mais lindo dos casos de amor.
A dor dói, corta e esconde o sangrar.
Os dias são improdutivos,
mas cheios de pedaços de papéis escritos pela metade,
espalhados pela casa.
Alguns discos jogados,
alguns copos e alguns sorrisos no canto da boca,
Pura vaidade!
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