Dos teus amores antigos,
agora sou um,
desses que deixaram saudades,
perfumes
e alguns goles de rum.
Desses que tu gostas de lembrar,
como das vezes
que colocava músicas
no seu rádio velho —
perdia tardes...
Agora sou um
dos teus amores antigos,
guardada numa agenda velha
e no lembrete de aniversário.
Sou agora bem melhor que antes,
mais sutil e interessante.
Agora sou assunto de bar,
virei história pros teus amigos
e pra quando tiver seus filhos.
Sou teu escape,
teu ciúme
e tuas dúvidas.
Virei santa,
tantas
e única.
Sou, dos teus amores antigos,
o que lhe causa ansiedade
quando me comparas
à tua realidade.
Das fotos escondidas e ocultas,
sei que ainda me olhas por vaidade —
uma pitada de egoísmo
e saudade.
E, como amor antigo,
já fui,
sem rastros,
sem laços,
deixando páginas rasgadas,
sujas,
mas escritas a lápis...
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