terça-feira, 14 de outubro de 2014

VAIDADE II

Ruas vazias de amor,
sedes de ilusão.
Sem ar, eu sigo sem pudor,
derrubando os medos
como se eu fosse um herói,
e nada mais me importa
além de poder voltar pra casa.

Chuvas tão ácidas
quanto minhas palavras,
ventos fortes
como meu olhar.
Eu penso que posso
não voltar pra casa.

As primaveras e verões
se confundem,
meu sol não é mais quente.
E a neblina me cegou
pra verdade,
e eu insisto em negar.

Sem meu egocentrismo,
eu já virei pó.
Por onde meus pés tocam,
o verde muda de cor,
e meu pulmão diminui
a cada suspiro livre de culpas.

Eu finjo fazer minha parte
dignamente.
Tudo tão correto
que eu não sei
o que é errado.

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